São Flaviano
Nome Completo
Phlabianus
Nascimento
Antioquia
Falecimento
11/08/449 - Lydia
Canonização
451
Memória Litúrgica
18/02

São Flaviano, também conhecido como Flaviano de Constantinopla, desempenhou um papel importante na Igreja durante um período de controvérsias e desafios teológicos. Ele foi o sucessor de São Proclo como Patriarca de Constantinopla e governou a sé patriarcal por três anos, de 446 a 449.

O período de liderança de São Flaviano coincidiu com um momento tumultuado na Igreja Oriental, marcado por heresias, dissensões e conflitos internos que perturbaram a paz e a estabilidade na capital do Império Bizantino.

Um dos eventos significativos durante o seu episcopado foi a disseminação da heresia monofisista, promovida pelo arquimandrita Eutiques. Flaviano opôs-se firmemente a essa heresia e convocou um Concílio em Constantinopla em 448 para examinar a doutrina de Eutiques. O Concílio condenou a doutrina monofisista e excomungou Eutiques.

O Patriarca Flaviano também tinha o apoio do Papa Leão I, que desempenhou um papel fundamental na defesa da ortodoxia contra as heresias.

No entanto, as ações de São Flaviano contra os monofisitas e suas conexões com o Papa Leão I tornaram-no alvo de inimigos poderosos, incluindo Chrysaphius, o favorito e tesoureiro do imperador Teodósio II, e Dioscuro, o Bispo de Alexandria. Esses adversários buscaram a deposição e expulsão de Flaviano da sede patriarcal.

Para alcançar esse objetivo, eles convocaram um Concílio conhecido como o "Latrocínio de Éfeso" em 449, sob a presidência de Dioscuro. Este Concílio foi marcado por injustiças, paixão, ódio e despotismo desenfreado contra o Patriarca católico. Durante o Concílio de Éfeso, Eutiques foi absolvido solenemente e sua doutrina condenada foi reabilitada. Flaviano foi deposto e excomungado, apesar das suplicas de outros bispos.

O tratamento brutal que São Flaviano sofreu nas mãos de seus inimigos culminou em sua morte, com ferimentos graves. Ele faleceu três dias depois de ser maltratado no Concílio.

No entanto, o triunfo de seus inimigos foi de curta duração. Dois anos depois, o Concílio de Calcedônia, um Concílio Ecumênico, restaurou a honra de São Flaviano e concedeu-lhe o título de "Mártir Glorioso" em reconhecimento ao seu testemunho de fé verdadeira. O Papa Hilário também construiu uma igreja em sua honra, onde um quadro artístico representa seu martírio.